Teatro Educação:
- Integração (interdisciplinar)
- Trabalha reflexão, auto-estima, auto-conhecimento
- Forma diferente (espontaneidade, lúdico)
- Teatro na escola (formas teatrais pra educar)
- Instrumento pro coletivo (Grupo)
- RELAÇÃO (Professor ↔ Aluno / Aluno ↔ Aluno)
- INCLUSÃO
É um estudo/aprendizado sem "hierarquia", onde existe espaço pro aluno se expressar de várias formas, mas SEMPRE com orientação do professor, educador. O local de estudo é diferente da sala de aula tradicional, sem aquela configuração: lousa, professor e alunos, todos enfileirados. Numa sala de Arte-Educação é difícil encontrar o educador se formos nos basear nessa configuração.
Como Arte-Educador, não devemos pensar em criar um artista (ator/atriz), devemos pensar o caminho. A criança precisa brincar! Devemos trabalhar o lado Sensível, e deixar que o Racional as outras disciplinas desenvolvam.
Como Arte-Educador, não devemos pensar em criar um artista (ator/atriz), devemos pensar o caminho. A criança precisa brincar! Devemos trabalhar o lado Sensível, e deixar que o Racional as outras disciplinas desenvolvam.
- Dionísio: é o feminino, trabalha o desequilíbrio, o não lógico; é mais criativo, espontâneo.
- Apolo: é o masculino, trabalha o equilíbrio, o racional; alinha é reta, lógica.
A Arte desenvolve e trabalha o lado dionisíaco do ser.
Trabalha a idéia de livre associação.
Trabalha a idéia de livre associação.
Exemplo de livre associação
Jogo: em círculo, passar uma bolinha. Cada vez que jogar a bolinha, olhar no olho pra quem você vai jogar e, falar a primeira palavra que vier na sua cabeça a partir da anterior dita (arroz me lembra, ou me remete á..., e assim por diante). O primeiro a jogar fala qualquer palavra, a partir do segundo, deve-se falar a primeira palavra que vier na cabeça a partir do estímulo dado pela palavra anterior.
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Leitura do texto: "O menininho", de Helen E. Buckley.
Este texto fala sobre um menino que estava ansioso pra ir pra escola, queria brincar, aprender, criar!!! Quando a professora pedia alguma coisa, como por exemplo: um desenho. Sempre aparecia em sua cabeça várias idéias de como criar, fazer esse desenho, no entanto ela começava a podar, e dizer como teria que ser esse desenho: uma flor! Vermelha, com o caule verde. E assim foi durante todo seu aprendizado com essa professora. Ele com várias idéias pra criar, explorar e a professora sempre dizendo como queria que fosse feito. Um dia esse mesmo menino mudou de casa, cidade, e por isso teve que mudar de escola.
"(...) E no primeiro dia, ele estava lá, e a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
- Que bom! - pensou o menininho, e ele esperou que a professora dissesse o que fazer.
Mas a professora não disse nada. Ela apenas andava pela sala. Veio até o menininho e disse:
- Você não quer desenhar?
- Sim. - disse o menininho- Mas o que vamos desenhar?
- Eu não sei, até que você faça. - disse a professora.
- Como eu posso fazê-lo? - perguntou o menininho.
- Da maneira que você gostar - disse a professora - Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o que? E qual o desenho de cada um?
- Eu não sei. - disse o menininho.
E começou a desenhar uma flor vermelha com o caule verde."
O menininho já não mais fazia as coisas por si próprio.
Cenas foram feitas com base nesse texto. Temos que explorar e despertar a criança para o fazer criativo! Ela não pode deixar de criar, sonhar!
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LIVROS:
- "O Jogo Dramático Infantil", Peter Slade, ed. Sumus.
- "Pega Teatro", Joana Lopes.
Um comentário:
Maravilhoso trabalho o seu. Sou arte educadora e concordo plenamente com você.
Parabéns!
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